AGESPISA: É POSSÍVEL SANEAR A EMPRESA ATÉ O FINAL DE 2010

            Concluído o primeiro semestre de 2009, verificamos que os indicadores de arrecadação e despesa nos permitem vislumbrar a realização do equilíbrio econômico-financeiro da AGESPISA já em 2010 e não apenas em 2011, como avaliamos em fevereiro passado. O cenário que a seguir apresentamos, todavia, é uma construção social e não natural, ou seja, não se realiza por si só; depende de várias iniciativas com o fim de tirar o maior proveito possível da conjuntura favorável. Estas iniciativas necessariamente exigem a participação de todas as pessoas da AGESPISA.

            De onde vem este otimismo?
            O otimismo que sentimos está respaldado na coragem de trabalhar, na confiança de que o apoio do governador Wellington Dias não faltará e na certeza de que o exemplo de parte dos (as) empregados (as) da AGESPISA que já estão envolvidos com a recuperação da empresa conquistará, para o trabalho, aqueles (as) que estão apenas a observar e até aqueles que insistem em usar, para cuidar de seus próprios negócios, o tempo que deveria ser dedicado à empresa.

            O otimismo está também fundamentado em fatores que podem ser quantificados, dentre os quais destacamos:

1º) A arrecadação está apresentando um desempenho melhor do que o estimado;
2º) a despesa segue sob controle;
3º) o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) está criando excelentes oportunidades para a AGESPISA.

            Neste primeiro semestre de 2009, conseguimos superar a meta de arrecadação. Em lugar dos 15% de aumento chegamos a 16%. Todavia, há condições de melhorar este desempenho neste segundo semestre e chegar a um aumento de 20%. Para isto são necessárias as seguintes atitudes:

Ø      Mudar a postura dos chefes dos ELOS, coordenadores e gerentes. Há equipes locais onde o pessoal não toma iniciativas. Em razão disto se dá o efeito gangorra: a arrecadação sobe quando a equipe de Teresina chega, depois cai. A ordem é: fiscalizar as ocorrências e aplicar as medidas previstas nas normas; substituir hidrômetros antigos, parados e danificados. Cada chefe será avaliado pelos resultados obtidos. Não é aceitável dizer que falta pessoal: todo empregado que está na folha da empresa tem que desempenhar suas funções, inclusive aqueles(as) que já estão aposentados pela previdência.

Ø      Realizar a meta de 100% de hidrometração.

Ø      Realizar mutirões de renegociação de débitos em ELOs do interior.

           Do lado da despesa, a exemplo do que aconteceu em 2007 e 2008, como o controle é exercido diretamente pelo DIPRE, o crescimento deverá ficar em no máximo 7%. Podendo ocorrer alguma variação a maior apenas em função da necessidade de acelerar a execução das obras do PAC: contratação de projetos e de pessoal, garantia de contrapartidas, etc. De todo modo, há medidas urgentes que podem reduzir as despesas sem comprometer a qualidade dos serviços, a saber:

Ø      Melhorar o serviço de correção de vazamentos.
Ø      Aprofundar o programa de eficiência energética.
Ø   Acelerar a implantação do Centro de Distribuição Logística, para agilizar as compras e melhorar a distribuição e o controle do uso de insumos, peças e equipamentos.

 Investimentos do PAC

            Com respeito aos investimentos, O PAC constitui fator altamente positivo para a sociedade e para a AGESPISA. Ao alocar recursos para investimento em saneamento básico, ele atende a necessidade da sociedade e cria oportunidade de ampliação da arrecadação da AGESPISA pois amplia os serviços sob sua administração. Mas para isto, precisamos elaborar os projetos, licitar, executar as obras e colocá-las em operação, com qualidade.

 
            Por isto estamos adotando novas providências que se agregam àquelas que já adotamos:
            - Instalação da Gerência de Gestão de Contratos.
            - Instalação do SIGA, Sistema de Gerenciamento de Ações.
          -Averiguação sistemática da execução de obras e serviços e da ação da fiscalização, através de auditorias por amostragem aleatória.
            - Implantação do cadastro de inidoneidade.

             Estas medidas têm o condão de aprofundar a reorganização da empresa e de possibilitar mais ágil execução do PAC. Para que se tenha uma idéia da dimensão do desafio, apresentamos abaixo os recursos locados para execução pela AGESPISA:

 

Número de projetos

R$

PAC – Ministério das Cidades/Gov. do Estado

PAC- FUNASA/Gov. do Estado

43

29

197.859.919,46

27.176.322,46

TOTAL

72

225.036.241,92



         Este é o tamanho da tarefa e a ela se soma a execução dos projetos previstos em dois contratos com o FGTS, que prevêem recursos para aplicação em 67 cidades; neste caso muitos dos projetos ainda estão em elaboração. No que diz respeito ao PAC, até agora só concluímos nove das 72 previstas, e quanto ao volume de recursos aplicados, agora que chegamos a pouco mais de 14 milhões de reais, isto é, 6,22% dos recursos alocados.

             Como podemos notar, a AGESPISA vive o maior desafio de sua história: realizar grandes e diversificados investimentos.  Trata-se de desafio positivo, pois possibilita a ampliação e a -melhoria dos serviços prestados à sociedade. Não temos dúvidas que executando as três tarefas abaixo, a AGESPISA sairá legitimada perante a sociedade e poderá no final de 2010 pautar questões bem mais amenas tais como: universalização e melhoria da qualidade dos seus serviços, melhoria das condições de trabalho e participação em resultados.

             As tarefas são, em resumo:

Ø      Aumentar a arrecadação em 20%, cobrando de todos os clientes que utilizam os serviços da empresa.
Ø      Manter o controle da despesa, gastando apenas o indispensável e utilizando melhor os recursos humanos e materiais.
Ø      Executar as obras e investimentos previstos no PAC e no FGTS.

 
            Mãos à obra.

                                                            Um abraço,                                

                                                           Merlong Solano Nogueira
                                                           Presidente da Agespisa


Teresina, julho de 2009.



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